Um olhar variacionista sobre Aí e Então no falar culto de Fortaleza

Autores

DOI:

https://doi.org/10.18364/rc.2026n71.1520

Palavras-chave:

Sociolinguística Variacionista, Sequenciadores aí/então, Norma culta, Falar de Fortaleza

Resumo

Este estudo analisa a variação no uso dos sequenciadores e então no português culto falado em Fortaleza, considerando fatores linguísticos e sociais. Baseado na Sociolinguística Variacionista (LABOV, 2001, 2008), o estudo utiliza dados extraídos de 12 informantes do PORCUFORT – Fase II, especificamente do registro Diálogo entre Dois Informantes (D2), que privilegia a espontaneidade da interação. Os resultados mostram que a variante mais frequente é o sequenciador aí, com 618 dados (%84), enquanto o então obteve apenas 118 dados (16%). A variante é favorecida em contextos narrativos e informais, confirmando achados anteriores (ARAÚJO et al, 2019), bem como o uso de é favorecido por falantes jovens (15 a 25 anos), reforçando sua associação com a oralidade (TAVARES, 2016a, 2017). Além disso, na função discursiva de marcar consequência, o é favorecido. O paralelismo discursivo também se mostrou relevante, favorecendo em sequências que não iniciam a estrutura discursiva. Os achados evidenciam a influência de fatores sociais e discursivos na escolha dos sequenciadores e contribuem para ampliar a compreensão da variação linguística no português culto brasileiro.

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Biografia do Autor

Renatta Pires Franco, Universidade Estadual do Ceará (UECE)

É doutoranda e mestra em Linguística Aplicada pelo Programa de Pós-Graduação em Linguística Aplicada na Universidade Estadual do Ceará, na área de Linguagem e Interação, com pesquisa filiada ao Laboratório de Tradução Audiovisual (LaTAV). Pós-Graduada em Audiodescrição pela Pontifícia Católica de Minas Gerais (PUC-MG) e em Gestão de Equipes, Inovação e Produtividade pela Uninassau, ambos os cursos de especialização na modalidade EaD. Bacharela em Letras Inglês pela Universidade Estadual do Ceará. Tem experiência na área de Linguística, com ênfase em Linguística Aplicada, atuando principalmente nas seguintes áreas da Tradução Audiovisual Acessível (TAVa): Audiodescrição para pessoas com deficiência visual e Legendagem para Ouvintes e Surdos e Ensurdecidos.

Aluíza Alves de Araújo, Universidade Estadual do Ceará (UECE)

Possui graduação em Letras (Português/ Literatura) pela Universidade Estadual do Ceará (1996), mestrado (2000) e doutorado (2007) em Linguística pela Universidade Federal do Ceará. Professor Associado O da Universidade Estadual do Ceará. Tem pós-doutorado na área de Linguística. Foi Coordenadora do Curso de Letras da Universidade Estadual do Ceará (2009-2011). Integra, como membro permanente, o corpo docente do Programa de Pós-Graduação em Linguística Aplicada da Universidade Estadual do Ceará (Conceito 5). Coordenou o Projeto NORPOFOR (Norma Oral do Português Popular de Fortaleza) e participou, como bolsista do CNPq, da equipe do projeto PORCUFORT (Português Oral Culto de Fortaleza). Também coordenou o projeto Descrição do português oral culto de Fortaleza - PORCUFORT (fase II): uma pesquisa em tempo real. Além disso, é coordenadora do Laboratório de Pesquisas Sociolinguísticas do Ceará (LAPESCE). Lidera o Grupo de Estudos e Pesquisas Sociolinguísticas de Fortaleza-Ce (SOCIOFOR). É membro do Conselho Editorial das revistas Entrepalavras, Percursos Linguísticos e Sociodialeto. Além disso, participa do grupo SOCIOLIN-CE. Tem experiência na área de Linguística, atuando principalmente na área de Sociolinguística e Dialetologia.

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Publicado

20.07.2026

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Artigos