Colocação pronominal e ensino de língua materna na escola brasileira

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DOI:

https://doi.org/10.18364/rc.2026n71.1492

Palavras-chave:

colocação pronominal, ensino de português, Sociolinguística Educacional

Resumo

Este artigo aborda o ensino da colocação pronominal no português brasileiro e as dificuldades enfrentadas pelos professores devido às divergências teóricas. A Sociolinguística é apresentada como um campo essencial para compreender a variação linguística e a influência do contexto social na língua. O estudo destaca que a gramática normativa tradicional, baseada no português europeu, muitas vezes não reflete a realidade do português brasileiro. A pesquisa analisa como diferentes gramáticas abordam a colocação pronominal, contrastando as perspectivas prescritivas de Bechara (2003) e Cunha & Cintra (2001) com abordagens mais descritivas, como as de Castilho (2010) e Azeredo (2010). A principal diferença entre essas obras está na valorização da próclise no português brasileiro, enquanto gramáticas tradicionais enfatizam a ênclise como norma preferencial. O artigo conclui que o ensino de língua materna deve ser multidialetal, respeitando a diversidade linguística e promovendo a competência comunicativa dos alunos. Propõe-se um ensino que valorize a norma culta brasileira sem desconsiderar a variação linguística, garantindo que os alunos compreendam e utilizem diferentes registros conforme o contexto comunicativo.

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Biografia do Autor

Thais Leal Rodrigues, Fundação de Apoio à Escola Técnica do Rio de Janeiro (FAETEC-RJ)

É doutora e mestre em Estudos de Linguagem, pela Universidade Federal Fluminense, com área de concentração em Linguística. É pesquisadora com interesse nos seguintes temas: variação linguística, ensino de português como língua materna e estrangeira e ensino de espanhol, com base nos pressupostos da Sociolinguística Variacionista e da Sociolinguística Educacional. Possui graduação em Letras - Espanhol e pós-graduação em Língua Portuguesa, pela mesma instituição. Atualmente, é professora de espanhol da Fundação de Apoio à Escola Técnica do Estado do Rio de Janeiro - FAETEC (desde 2013). Trabalhou como professora de língua espanhola e língua portuguesa no Instituto Federal Fluminense.Tem experiência docente de quinze anos, tendo também trabalhado como tradutora. Foi bolsista da Faperj e Capes. É autora do livro Ensino de português brasileiro a hispanofalantes e a representação do complemento verbal - Editora Appris.

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Publicado

20.07.2026

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Artigos