João de Barros e Evanildo Bechara: as partes da oração sob o viés da historiografia da linguística

Autores

DOI:

https://doi.org/10.18364/rc.2026n71.1511

Palavras-chave:

Historiografia da Linguística, João de Barros, Evanildo Bechara, Gramaticografia, Classe de palavras

Resumo

Este artigo insere-se no âmbito da Historiografia da Linguística (HL) e tem como pressupostos teóricos os estudos de Koerner (1996 e 2014), Swiggers (2010) e Batista (2019), uma vez que acreditamos ser imperativo na análise linguística de qualquer obra levar em conta os parâmetros linguísticos, a língua propriamente dita, e os parâmetros extralinguísticos, a saber, o contexto de produção, circulação e recepção de uma obra, visto serem eles fatores de influência nas abordagens teóricas de seus autores. No que se refere ao objetivo desta pesquisa, portanto, tencionamos apresentar uma análise comparativa entre a categorização do léxico na Grammatica da Língua Portuguesa (1540) de João de Barros, ao que ele classifica como partes da oração, e na Moderna Gramática Portuguesa (2009) de Evanildo Bechara, ao que ele descreve como classe de palavras. Temos por intuito verificar a relação de continuidade ou descontinuidade do pensamento linguístico do Humanista/Renascentista João de Barros e do gramático contemporâneo de grande vulto na gramaticografia em língua Portuguesa no Brasil, Evanildo Bechara. A justificativa para a seleção dessas fontes primárias de pesquisa fundamenta-se no fato de a Grammatica da Língua Portuguesa ser o pilar da gramaticografia em língua portuguesa; e a segunda, por citar a obra de João de Barros, Diálogo em Louvor da Nossa Linguagem, parte constituinte da gramática de Barros, na introdução de sua obra intitulada “Breve História Externa da Língua Portuguesa”, estabelecendo, portanto, um vínculo entre as duas gramáticas.

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Biografia do Autor

Jefferson Evaristo, Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ)

É professor de língua portuguesa na UERJ, atuando no PPGLILP e no PPLIN/FFP. Jovem Cientista do Nosso Estado (FAPERJ), procientista da UERJ e coordenador da disciplina de ‘’Crítica Textual’’ no curso de Letras (UFF) do CEDERJ, foi coordenador do subprojeto de língua portuguesa do Programa Residência Pedagógica da CAPES. Pós-doutor em Língua Portuguesa pela UPM (2023), doutor em Língua Portuguesa pela UERJ (2020) e doutor em Letras Neolatinas (língua italiana) pela UFRJ (2019). Mestre em Letras Neolatinas pela UFRJ. Formado em Letras Português/ Italiano e especialista em Língua Italiana - Tradução, ambos pela UERJ. É membro da ANPOLL, da Abralin e da AILP e desenvolve pesquisa nas seguintes áreas: historiografia da linguística; gramática e gramaticografia; internacionalização da língua portuguesa; políticas linguísticas; ensino de português língua materna e não materna; materiais didáticos; ensino. É membro eleito da Academia Brasileira de Filologia, ocupando a cadeira 18 e, atualmente, é vice-coordenador do GT de Historiografia da Linguística brasileira na ANPOLL.

Raquel Lagoa, Universidade Federal Fluminense (UFF)

É doutoranda em Língua Portuguesa pela Universidade Federal Fluminense (2025). Possui graduação em Letras - Inglês pela Universidade Federal Fluminense (1998), Especialização em Literatura de Língua Inglesa pela Universidade Federal Fluminense (1999), Especialização em Linguística Aplicada ao Ensino de Língua Inglesa (2003) e Mestrado em Língua Portuguesa pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro (2024). Atualmente é professora de Língua Inglesa da Secretaria de Educação do Estado do Rio de Janeiro, atuando no Colégio Estadual Ministro José de Moura e Silva e professora da Fundação Pública Municipal de Educação de Niterói, atuando como professora de Língua Inglesa e Língua Portuguesa na Escola Municipal Altivo César. Tem experiência na área de Letras, com ênfase em Línguas Estrangeiras Modernas.

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20.07.2026

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Artigos