A inexistência da “nova norma-padrão” brasileira em 1.000 editoriais

Autores

DOI:

https://doi.org/10.18364/rc.2026n71.1513

Palavras-chave:

Gramaticografia, Norma-Padrão, Português Brasileiro, Corpus de editoriais

Resumo

Este artigo, situado no campo da Historiografia Linguística e alinhado ao conceito de gramaticografia (SWIGGERS, 2020), investiga se a norma de referência proposta nas gramáticas de Marcos Bagno (2012) e de Carlos Alberto Faraco & Francisco Eduardo Vieira (2023) encontra correspondência efetiva nos usos do português brasileiro escrito formal. Para tanto, examinaram-se vinte estruturas gramaticais prototípicas, previamente selecionadas a partir das prescrições desses autores, em um corpus composto por 1.000 editoriais provenientes de veículos jornalísticos de todas as regiões do país. A escolha do gênero editorial fundamenta-se no fato de ser considerado pelos próprios gramáticos analisados um dos principais representantes da norma culta escrita contemporânea. A análise busca verificar se as prescrições inovadoras defendidas por estes linguistas são empiricamente atestadas nesse registro monitorado ou se, ao contrário, prevalece a norma-padrão tradicional descrita pelos gramáticos normativos brasileiros de referência.

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Biografia do Autor

Fernando Pestana, Universidade do Porto

É mestre em Linguística pela Universidade do Porto (Portugal), professor de Língua Portuguesa formado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, autor do livro “Norma culta inculta: a subversão da gramática” (Minotauro, 2026) e de outras obras na área educacional. É colaborador no “Comitê de Avaliação da Olimpíada de Português” e integrante da equipe do “Ciberdúvidas da Língua Portuguesa”.

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Publicado

20.07.2026

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Artigos